Herdei uma conta no empate. Hoje corre a 2,62× de ROAS.
Os números.
Mais vendas por dia. Gastando menos por dia.
Seis meses, de fevereiro a julho de 2026.
O desafio.
Assumi a conta a 1 de fevereiro de 2026. A marca tinha pouco mais de dois meses de veiculação e uma estrutura que já rodava, mas travada. O ROAS herdado era 1,78× · com o custo real de produto pela frente, a operação corria praticamente no empate. Cada euro investido voltava, sem sobrar margem.
O CPA herdado estava acima do teto viável para o negócio, e ninguém sabia. A plataforma de anúncios dizia uma coisa, o checkout dizia outra, e não havia forma de saber qual das duas era verdade. Sem essa leitura, qualquer decisão de escala era um palpite.
Havia ainda a sazonalidade contra. Moda praia no Brasil tem janela concentrada e eu assumi no fim do pico, exatamente quando a curva natural começa a cair. O desafio não era melhorar o ROAS. Era transformar uma conta que gastava numa operação que gerava, na contramão da estação.
O diagnóstico.
Antes de mexer numa única campanha, parei para entender o negócio inteiro, não só a conta de anúncios. Cruzei três fontes que nunca tinham conversado · a plataforma de anúncios, o checkout e a base de clientes.
Mais de um terço das vendas vinha de fora do pixel. Ou seja, qualquer decisão tomada apenas com dado de plataforma estava sistematicamente errada.
Depois calculei o CPA máximo viável a partir do custo real de cada produto, e comparei com o que a conta pagava. O CPA herdado estava acima desse teto. A operação vendia sem margem e ninguém sabia. Esse cálculo passou a ser a régua de toda a decisão de escala · ROAS sem custo de produto é ficção.
Sem isso, teria otimizado para a métrica errada · que era exatamente o que a conta vinha a fazer.
A estratégia.
Funil em três camadas
A estrutura herdada misturava objetivos sem hierarquia. Reconstruí em três camadas com função definida · topo para alimentar o pixel com sinal barato e construir audiência, meio para remarketing sobre essa audiência, fundo para conversão pura. A sequência importa · campanha de conversão sem público maduro queima orçamento.
Ciclo curto de teste criativo
Mais de 40 criativos rodados em formatos variados · catálogo, carrossel, Reels, estático e vídeo. A regra é simples · matar depressa o que não performa, escalar o que funciona, nunca deixar um vencedor sozinho.
Gestão ativa de fadiga
Frequência monitorizada por campanha, todas as semanas. Quando o remarketing saturou e estagnou, realoquei o orçamento para públicos frescos e a campanha que o recebeu assumiu a liderança. Campanha não morre de velha · morre de falta de manutenção.
Otimização por horário, mercado e público
O breakdown horário mostrou horas que carregavam o resultado e horas que queimavam orçamento no empate · apliquei dayparting. Na análise demográfica, a faixa mais eficiente recebia metade do orçamento da faixa dominante · corrigi a distribuição.
Carrossel e catálogo superam consistentemente vídeo e estático nesta operação. Virou diretriz de produção e poupou meses de tentativa e erro.
A curva.
ROAS mês a mês · dez/25 a jul/26
Fevereiro foi o mês de leitura e reestruturação · fechou abaixo do que herdei. A partir de março a curva virou e nunca mais voltou.
O sistema.
A maioria das agências entrega print do Gestor de Anúncios. Construí um dashboard próprio que unifica plataforma de anúncios, checkout e base de clientes num painel único, atualizado continuamente, com três camadas de leitura.
Visão Executiva
Para os sócios. A saúde do negócio, não a da campanha.
Responde: estamos a ganhar dinheiro?
Tráfego Pago
Para a operação. Performance por campanha e criativo, hora, dia, demografia, geografia, funil e frequência.
Responde: onde ajustar hoje?
Insights
Plano de ação. Alertas automáticos de anomalia, recomendações priorizadas e públicos novos para testar.
Responde: o que fazer a seguir?
Relatório mostra o passado. Sistema muda o presente.
Se a tua operação já roda.
Se a tua operação já roda e os números não fecham, o problema raramente é o orçamento. O Teardown encontra onde está.